Psicologia, Saúde, Sobre Gente

Curando o trauma

*Por Priscilla Andrade Camilo

A palavra vem do grego traûma, traumatos, traumatismós, que significa “ferida”, “dano” ou “avaria”. A definição oficial que os psicólogos e psiquiatras usam para diagnosticar o trauma é que ele é causado por um acontecimento “estressante”que está fora da amplitude da experiência humana usual e que seria marcantemente perturbador para quase qualquer pessoa (p.34). Tal definição contempla ameaça grave à vida ou integridade física; ameaça grave ou dano aos filhos; ao cônjuge ou a outros parentes próximos ou amigos; destruição repentina da casa ou da comunidade; ver outra pessoa que está ou foi recentemente ferida gravemente ou morta como resultado de um acidente ou violência física.

Essa definição é útil, no entanto a percepção de algo traumatizante depende de muitas variáveis tais como acontecimentos que o corpo inconscientemente percebe como ameaçadoras tais como cirurgias, acidentes, quedas, estupros e tiroteios que também podem ser eventos traumáticos.

Sintomas

O trauma tem cura, porém depende do reconhecimento de seus sintomas. O tema presente em pessoas traumatizadas é que se tornam incapazes de superar a ansiedade de sua experiência.

Os sintomas traumáticos são fisiológicos e psicológicos, os registros traumáticos se traduzem em pensamentos repetitivos, sensações corporais e conteúdos ansiogênicos que se expressam em ambientes ou estímulos que evoquem o conteúdo traumático.

O trauma evoca sempre uma resposta biológica, um psicoterapeuta habilidoso estará atento às várias formas de expressões corporais, sensoriais e perceptuais que reatualizará o trauma. É sabido que é mais fácil prevenir o trauma do que curá-lo, no entanto, será a aceitação e não a negação do trauma que será o início para a cura do trauma.

“Quando se trata do trauma, o que não sabemos pode nos ferir. Não saber que somos traumatizados não evita que tenhamos os problemas causados pelo trauma”.

A realidade da pessoa traumatizada é que ao narrar um acontecimento traumático, as palavras nem sempre dão conta de transmitir o quanto é angustiante o que se sente, porém, a legitimação da dor existencial entre cliente e psicoterapeuta possibilitam um vínculo potencialmente curador.

 

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