O amor nunca sai de moda

Um dias desses estava eu na livraria do shopping Bourbon folheando alguns livros e um título me chamou atenção: “Divas abandonadas”, da autora Teté Ribeiro, de bate e pronto pensei, como pode uma Diva ser abandonada? Afinal, Diva é Diva. O livro contava um pouco da biografia de sete mulheres ícones do século XX que tiveram suas vidas afetivas bem conturbadas.

O título me chamou atenção pela provocação que evoca. Divas são mulheres fora da curva em algum quesito como beleza, estilo ou talento. No entanto, isso não as fazem diferentes de todas as mulheres que buscam um amor. A Diva Marilyn Monroe, mesmo tendo morrido tão cedo, aos 36 anos, conseguiu casar-se três vezes e teve alguns amantes; a Princesa Diana se casou com um príncipe que amava outra mulher, sendo que, depois, ela se junta à um ilustre desconhecido que vira seu namorado para, aí sim, alguém saber de sua existência. A cantora Tina Turner foi casada alguns anos, mas levava uns tabefes de seu marido.

Bom, há muito o que se discutir sobre o que é amor. Nesse último domingo, dia 2 de agosto, fez 25 anos que conheci meu marido, que demos o nosso primeiro beijo de cinema, no  cinema, e que virou o dia oficial do início do nosso namoro, que durou 5 anos. Ele, meu marido, resolveu publicar no face uma foto nossa bem simples, tirada no dia anterior por um amigo nosso, enquanto jantávamos, a foto mostrava nós dois com uma taça de vinho juntos e uma declaração de amor para mim. Depois de algumas horas tivemos mais curtidas e comentários  em nossas páginas pessoais do que nas postagens do meu blog. Naquele momento pude perceber o quanto o amor nunca sai de moda mesmo, as pessoas nos parabenizavam por estarmos juntos, felicitavam-nos e pareciam admirar-nos.

Diferenças à parte, não sou Diva, nem abandonada. Sou uma mulher amada, graças à Deus. No amor não há uma regra, Divas podem ser abandonadas, mulheres comuns podem ser amadas e o amor segue o curso do rio que ele quer. Não sou de pôr as coisas nas suas caixinhas, não acho que amor é só casar-se, ter filhos e construir uma família. O amor está posto como uma possibilidade que pode estar na conjuntura que lhe convier. Eu adoro estar casada, sou romântica assumida, sonho em ficar velhinha do lado do meu velhinho, mas também acredito que o casamento não é para todos, casamento requer renúncias e dedicação. Amar é sempre um risco, não arriscar também é um risco, como já dizia Johnie Walker.

Em suma, ser abandonada não dever ser bom nem para Diva, nem para mulher nenhuma. Alías, no fundo, todas as mulheres, divas ou comuns, querem mesmo é ser amadas e o amor, esse nunca sai de moda.

 

Por Priscilla Andrade

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